A Guerra da Cisplatina (1825–1828) envolveu o Império do Brasil e as Províncias Unidas do Rio da Prata pelo controle estratégico do estuário platino. Embora o conflito armado tenha gerado grande desgaste financeiro e impopularidade para D. Pedro I, a historiografia militar aponta que, no plano diplomático, o Brasil obteve um resultado favorável com o encerramento das hostilidades. Essa vantagem diplomática consistiu na:
A) Incorporação definitiva da Zona Missioneira ao território da Província de São Pedro do Rio Grande do Sul.
B) Concessão britânica de empréstimos subsidiados para sanar a liquidação forçada do Banco do Brasil.
C) Manutenção de Montevidéu sob o controle hegemônico da esquadra imperial chefiada por James Norton.
D) Criação do Uruguai como um Estado independente, impedindo que o estuário do Prata fosse controlado exclusivamente pelas Províncias Unidas.
E) Preservação da integridade cultural luso-brasileira na Banda Oriental mediante a expulsão total dos colonos de língua espanhola.
Segundo FARIA, em Introdução à História Militar Brasileira, o término da guerra com o reconhecimento da independência do Uruguai representou uma vitória diplomática para o Brasil. Como o estuário do Prata tinha enorme importância geoestratégica para o Império, a criação de um Estado independente evitou que esse ponto vital fosse controlado de forma hegemônica pelas Províncias Unidas do Prata (Argentina).
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