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sábado, 25 de abril de 2026

(CA-CHQAO) - QUESTEÃO

FARIA, em introdução à história militar brasileira, argumenta que, diplomaticamente, a resolução da Guerra da Cisplatina foi considerada uma vitória para o Brasil. Qual das seguintes opções descreve as razões de ordem geoestratégica e cultural apontadas para essa interpretação?
A) Forçou a Inglaterra a pagar pesadas indemnizações ao Império para compensar os gastos com os mercenários alemães e irlandeses.
B) Impediu que as Províncias Unidas controlassem o estuário do Prata e evitou que o Brasil se tornasse uma nação multicultural com forte predominância espanhola.
C) Eliminou a ameaça de revoltas liberais no Sul do Brasil ao deportar os líderes republicanos gaúchos para Buenos Aires.
D) Permitiu ao Brasil anexar a Zona Missioneira em definitivo e consolidou o domínio exclusivo do Império sobre o comércio marítimo inglês.
E) Converteu a Província Cisplatina numa colónia partilhada igualmente entre a administração de Lisboa e o Rio de Janeiro.

(CA-CHQAO) - QUESTEÃO

A impopularidade da Guerra da Cisplatina no Brasil desencadeou reações surpreendentes nas províncias do Sul. Qual foi a atitude tomada por dezenas de republicanos do Rio Grande do Sul durante o conflito?
A) Desertaram em massa para se juntar à Confederação do Equador no Nordeste do Brasil.
B) Combateram ao lado das forças uruguaias, num movimento que antecipou a Revolução Farroupilha.
C) Declararam a independência imediata da República Rio-Grandense, forçando D. Pedro I a abandonar a Cisplatina.
D) Formaram os "Voluntários Reais" para proteger a Zona Missioneira das incursões de Fructuoso Rivera.
E) Organizaram o bloqueio de Buenos Aires em conjunto com a frota britânica de James Norton.

(CA-CHQAO) - QUESTEÃO

Durante a Guerra da Cisplatina, a dinâmica militar favorecia diferentes exércitos consoante o tipo de terreno e armamento. Segundo FARIA, em introdução à história militar brasileira, qual foi o resultado da principal batalha terrestre (Passo do Rosário / Ituzaingó)?
A) As forças platinas foram aniquiladas pela cavalaria mercenária alemã contratada pelo Império do Brasil.
B) A esquadra de James Norton bombardeou as posições argentinas, forçando a rendição do General Alvear.
C) O Exército Brasileiro, comandado pelo Marquês de Barbacena, viu-se forçado a retirar-se do campo de batalha, embora sem ser perseguido.
D) Os republicanos do Rio Grande do Sul intervieram a favor do Brasil, garantindo uma vitória esmagadora contra Lavalleja.
E) Ocorreu um empate tático que obrigou D. Pedro I a abdicar imediatamente do trono em favor do seu filho.

(CA-CHQAO) - QUESTEÃO

No que diz respeito à Província Cisplatina, a sua adesão inicial ao Império do Brasil em 1822 não foi pacífica nem imediata. Qual foi a manobra militar que garantiu, em 1823, a submissão de Montevidéu a D. Pedro I?
A) A intervenção mercenária de tropas irlandesas e alemãs, que neutralizaram a resistência uruguaia em Sarandi.
B) O cerco prolongado estabelecido pelo General Lecor, que cortou as rotas de abastecimento espanholas no estuário do Prata.
C) O acordo diplomático secreto liderado por James Norton, que comprou a lealdade das tropas portuguesas aliadas a Fructuoso Rivera.
D) A tomada de Montevidéu por Lorde Cochrane com uma esquadra naval, forçando a expulsão dos Voluntários Reais fiéis a Lisboa.
E) A invasão terrestre comandada pelo Marquês de Barbacena, que derrotou o General Álvaro da Costa na Batalha de Ituzaingó.

(CA-CHQAO) - QUESTEÃO

O afastamento da elite local da Confederação do Equador foi motivado pelo temor de uma radicalização do movimento. Qual referência histórica e social alimentou o pânico dos proprietários de terra pernambucanos?
A) A inspiração nos ideais da Revolução Francesa, que prometiam a expropriação imediata de todos os latifúndios do Nordeste.
B) As expressões de desobediência como "morte aos brancos", que remetiam aos violentos eventos do processo de independência do Haiti.
C) A exigência dos radicais de que Cipriano Barata assumisse o trono de uma nova monarquia absolutista no Norte.
D) A aliança de Frei Caneca com os "33 orientais", que planeavam invadir o Brasil a partir das províncias do Sul.
E) A adoção da Constituição da Colômbia, que bania explicitamente a propriedade privada de terras produtivas.

(CA-CHQAO) - QUESTEÃO

A eclosão da Confederação do Equador não resultou de um único evento, mas de uma escalada de tensões. Qual foi a conjugação exata entre o estopim local e o contexto político nacional que levou os pernambucanos à revolta?
A) O fuzilamento de Frei Caneca em praça pública, somado à recusa do Império em aceitar a Constituição provisória baseada no modelo da Colômbia.
B) A imposição do catolicismo como religião oficial do Estado, o que entrava em conflito direto com o lema da bandeira revolucionária.
C) A nomeação de Manuel de Carvalho Pais de Andrade pelo Imperador, o que descontentou a elite radical republicana do Nordeste.
D) A invasão de tropas mercenárias europeias no Recife, justificada pela necessidade de arrecadar mais impostos para a Guerra da Cisplatina.
E) A nomeação de Francisco Pais Barreto para presidente da província, agravada pelo fechamento da Assembleia Constituinte e imposição da Constituição de 1824.

(CA-CHQAO) - QUESTEÃO

Quais futuros líderes militares receberam seu batismo de fogo nas lutas da independência e da Cisplatina e se tornariam grandes paladinos da Força Terrestre brasileira?
A) Frei Caneca e Cipriano Barata.
B) Francisco Pais Barreto e João das Botas.
C) Luís Alves de Lima e Silva e Manuel Luís Osório.
D) Francisco de Lima e Silva e Álvaro da Costa.
E) Fructuoso Rivera e Juan Antonio Lavalleja.

(CA-CHQAO) - QUESTEÃO

Segundo FARIA, em introdução à história militar brasileira, onde se originaram as primeiras ações navais expressivas que deram origem à Marinha de Guerra do Brasil, e quem teve uma atuação destacada como seu Primeiro-Almirante?
A) Em Montevidéu; General Lecor.
B) Em Pernambuco; Manuel de Carvalho.
C) No Rio de Janeiro; Marquês de Barbacena.
D) No estuário do Rio da Prata; James Norton.
E) No Recôncavo Baiano; Lord Thomas Cochrane.

(CA-CHQAO) - QUESTEÃO

Qual foi o desfecho político e diplomático da Guerra da Cisplatina em 1828?
A) A Banda Oriental foi dividida igualmente entre o Império do Brasil e a Argentina.
B) O Império do Brasil vendeu a província para o governo britânico.
C) As Províncias Unidas anexaram o território, expulsando os luso-brasileiros do estuário do Prata.
D) O Brasil manteve o domínio sobre a província, incorporando definitivamente a Banda Oriental.
E) Brasil e Argentina, sob influência britânica, reconheceram a independência do Uruguai.

(CA-CHQAO) - QUESTEÃO

Quais fatores contribuíram significativamente para tornar a Guerra da Cisplatina impopular no Brasil?
A) A criação de novos impostos e o recrutamento forçado de civis para a guerra.
B) O apoio financeiro recebido da Inglaterra, que gerou forte inflação interna.
C) A perda da Província de São Pedro do Rio Grande do Sul e o bloqueio de Buenos Aires.
D) O assassinato de líderes liberais brasileiros na região platina.
E) A adoção exclusiva do idioma espanhol nas províncias do sul.

(CA-CHQAO) - QUESTEÃO

Segundo FARIA, em introdução à história militar brasileira, o que marcou o início da Guerra da Cisplatina em abril de 1825?
A) O cerco da capital pernambucana pelas forças navais e terrestres.
B) O recrutamento de mercenários irlandeses e alemães pelo Império.
C) A invasão de Buenos Aires pelas tropas de Lorde Cochrane.
D) O desembarque dos "33 orientais", liderados pelo General Lavalleja.
E) O reconhecimento da independência do Uruguai pelo Brasil e Argentina.

(CA-CHQAO) - QUESTEÃO

Por que a elite local abandonou o movimento da Confederação do Equador de 1824?
A) Por temerem as ideias radicais que propunham a abolição da escravidão e igualdade social.
B) Porque a Confederação decidiu adotar a monarquia em vez da república.
C) Pelo desejo de manter o catolicismo como religião oficial da província.
D) Pela falta de apoio da imprensa liberal da região.
E) Devido à aliança dos revolucionários com as tropas mercenárias europeias.

(CA-CHQAO) - QUESTEÃO

"A Confederação do Equador (1824) foi um movimento revolucionário e emancipacionista de cunho republicano e separatista entre os monarquistas e os liberais. As atitudes dos revolucionários receberam amplo apoio da imprensa liberal da região."
Qual era o nome do principal jornal que apoiava as atitudes dos revolucionários e quem o dirigia?
A) "Correio Braziliense", dirigido por Cipriano Barata.
B) "O Observador", dirigido por D. Pedro I.
C) "Diário de Pernambuco", dirigido por Manuel de Carvalho.
D) "A Sentinela da Liberdade", dirigido por Francisco Pais Barreto.
E) "Typhis Pernambucano", dirigido por Frei Caneca.

(CA-CHQAO) - QUESTEÃO

Quais foram as principais atitudes autoritárias de D. Pedro I que motivaram a revolta dos liberais em 1824?
A) A tentativa de anexar o Uruguai e a dissolução do exército brasileiro.
B) A transferência da corte portuguesa para o Brasil e a abertura dos portos.
C) O fechamento da Assembleia Constituinte e a imposição da Constituição de 1824.
D) A aliança com as Províncias Unidas do Rio da Prata e o aumento de impostos.
E) A nomeação de Lorde Cochrane para o governo de Pernambuco e a libertação dos escravos.

quinta-feira, 9 de abril de 2026

(IBFC 2025) - QUESTÃO

Sua importância para a história brasileira, entre o século XIX e início do XX, não se restringe ao viés econômico, alcançando também os aspectos políticos e socioculturais. Seu cultivo consolidou o sistema capitalista através da substituição de mão de obra escrava pela assalariada, estimulou e assegurou o êxito do processo de imigração, sobretudo de trabalhadores europeus que vieram para as lavouras no Brasil (MEDEIROS; RODRIGUES, 2017). 

Assinale a alternativa que apresenta o ciclo econômico descrito no texto acima.
A) Ciclo do ouro 
B) Ciclo do café
C) Ciclo da soja
D) Ciclo do milho
E) Ciclo do Pau-Brasil 

(CN/MB 2025) - QUESTÃO

Leia o texto referente a esta questão.
Para o Brasil, uma das consequências do conflito foi que o país ficou ainda mais endividado com a Inglaterra, com a qual tinha restaurado as relações diplomáticas, no início das hostilidades. Mas a maior consequência foi a afirmação do Exército como uma instituição com fisionomia e objetivos próprios. Entre outros pontos, as queixas contra o governo do império, que vinham de longe, ganharam outra expressão. Afinal de contas, o Exército sustentara a luta na frente de batalha, com seus acertos e erros. Enquanto isso, as elites civis — os casacas , como passaram a ser desdenhosamente chamados — haviam ficado a salvo e, em certos casos, enriqueceram com os negócios de fornecimento para a tropa.
FONTE: Boris Fausto, História do Brasil — Editora Universidade de São Paulo (EDUSP), SP. Pg. 216.
É correto afirmar que o texto faz referência ao seguinte conflito armado ocorrido no continente americano: 
A) a Guerra do Paraguai, que foi fomentada pelo imperialismo inglês, que via no Paraguai uma ameaça aos seus interesses por ser esta uma nação de pequenos proprietários voltados para o desenvolvimento autônomo, contrastando com Argentina e Brasil, que eram nações dependentes do comércio externo e contavam com ingresso de produtos e recursos estrangeiros.
B) a Guerra da Cisplatina, que foi um conflito com origens na não sobrevivência do Vice-Reinado do Prata enquanto unidade política após o fim do colonialismo espanhol, caracterizada por conflitos entre as nações emergentes na região como Argentina, Uruguai, Paraguai, Brasil e Peru, que buscavam o controle sobre a navegação na Bacia do Prata.
C) a Guerra do Paraguai, que foi um conflito motivado basicamente pelos interesses imperialistas europeus, destacando-se a Inglaterra, que, assim como fomentou emancipações isoladas, na América Latina, incentivava conflitos entre as nações platinas com o objetivo de manter essa nações em um constante estado de dependência, destacando-se a venda de armas. 
D) a Guerra do Paraguai, que inegavelmente foi um conflito de grandes proporções que se estendeu entre os anos de 1864 até 1870, apresentando como o motivo dos confrontos as disputas na região das fronteiras da bacia do Rio da Prata, formada pelos rios Paraná, Paraguai e Uruguai, envolvendo países como Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai.
E) a Guerra da Cisplatina, ocorrida entre os anos de 1825 e 1828, que uniu o Brasil, a Argentina e o Uruguai contra o Paraguai, em uma disputa política e territorial na bacia do rio da Prata, onde o Paraguai, que não tem saída para o mar, buscou obter o controle sobre essa região a fim de garantir o escoamento de suas mercadorias pelo oceano Atlântico.

(ESFCEX 2025) - QUESTÃO

Alcançado em 7 de setembro de 1822, às margens do riacho Ipiranga, dom Pedro proferiu o chamado Grito do Ipiranga, formalizando a Independência do Brasil. Em 1º de dezembro, com apenas 24 anos, o príncipe regente era coroado Imperador, recebendo o título de dom Pedro I. O Brasil se tornava independente, com a manutenção da forma monárquica de governo. Mais ainda, o novo país teria no trono um rei português. Este último fato criava uma situação estranha, porque uma figura originária da Metrópole assumia o comando do novo país.
(Boris Fausto. História do Brasil, 2000)
A natureza da Independência do Brasil, referida pelo excerto, 
A) explica a precocidade do movimento libertador brasileiro na comparação com as emancipações políticas das colônias hispano-americanas. 
B) comprova a presença dos princípios filosóficos da Independência das colônias inglesas da América do Norte na organização política do Estado brasileiro. 
C) une setores da elite socioeconômica em torno de uma figura política capaz de manter o ordenamento social brasileiro.
D) mantém as relações econômicas brasileiras com a burguesia mercantil portuguesa em um regime ainda de exclusivo comercial.
E) institui um sistema político ilustrado com concessão de direitos políticos às províncias brasileiras em prejuízo do poder central.

quinta-feira, 20 de novembro de 2025

(CHQAO/ESIE - 2025) - QUESTÃO

Em 2025, completou-se 200 anos do reconhecimento da independência brasileira por Portugal por meio da assinatura do Tratado Paz, Aliança e Amizade. Mesmo que para muitos historiadores tal tratado tenha sido um desfecho melancólico dos últimos anos do reinado de D. João VI e a prova cabal do fracasso do projeto de organização de um império luso-brasileiro; para o Brasil o reconhecimento teve um custo alto.
Nos termos desse tratado intermediado pelo diplomata inglês Sir Charles Stuart, o Brasil deveria:
a) Reconhecer D. João como "Imperador do Brasil", atribuindo a ele o Poder Moderador durante o
reinado de seu filho.
b) Devolver, às expensas da fazenda brasileira, a integridade do acervo da Biblioteca Real, vinda para o Brasil com a familia real.
c) Pagar a Portugal uma compensação de 2 milhões de libras pela perda da colônia, das quais 250 mil iam diretamente para D. João VI.
d) Assumir toda a dívida portuguesa com a Coroa Britânica, incluindo o déficit comercial da balança portuguesa até 1865.
e) Manter todas as propriedades adquiridas por D. João durante sua estada no Brasil em seu nome garantindo o pleno gozo quando the conviesse.

(CHQAO/ESIE - 2025) - QUESTÃO

Com a constante pressão inglesa para o fim do comércio negreiro no século XIX, os grandes latifundiários criaram instrumentos para dificultar o acesso à terra; obrigando a ida dos migrantes ao interior agrário e dificultando sua permanência na cidade. Estes instrumentos foram:
a) Lei Áurea e imigração subvencionada.
b) Lei Eusébio de Queirós e colônias de parceria.
c) Lei Alves Branco e sesmarias.
d) Lei Saraiva-Cotegipe e imigração subvencionada.
e) Lei de Terras e colônias de parceria.

(CHQAO/ESIE - 2025) - QUESTÃO

D. João VI é, até hoje, uma figura polêmica na História Brasileira. Tendo passado para memória coletiva de forma caricata como um glutão, obeso, maltrapilho, indeciso e até mesmo covarde, Porém, recebeu de Napoleão, em seus escritos durante o exilio na ilha de Santa Helena, o rasgado elogio de ter sido o monarca português "o único a me tapear em todos os tempos".
Para o Brasil, contudo, parece impossível menosprezar a relevância da chamada transmigração da corte portuguesa. Assinale a alternativa que NÃO corresponde a uma das medidas tomadas durante do Período Joanino (1808-1821).
a) Decretação da Abertura dos Portos às Nações Amigas, ampliando o processo de desenvolvimento de uma sólida classe de comerciantes.
b) Convocação de uma Assembleia Constituinte, que outorga a primeira Magna Carta brasileira, alçando o Brasil a categoria Reino Unido a Portugal e Algarve.
c) Fundação do Jardim Botânico para desempenhar as funções de instituto agronômico e dirigir pesquisas sobre espécies vegetais
d) Assinatura, em 1810, dos Tratados de Aliança e Amizade de Comércio e Navegação, que garantiram a taxação privilegiada para os produtos britânicos.
e) Criação das Escolas de Matemática, Ciências, Física e Engenharia; Médico-cirúrgica e de Comércio e Administração para qualificar profissionais nas respectivas áreas.

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