A Balaiada (1838–1841), irrompida no Maranhão, iniciou-se a partir de disputas locais entre as facções políticas dos "Cabanos" (conservadores) e dos "Bem-te-vis" (liberais). O conflito tomou proporções dramáticas e ameaçou a integridade territorial da região. Na organização militar da reação legalista, o Coronel Luís Alves de Lima e Silva estruturou a chamada Divisão Pacificadora do Norte. A estratégia militar implementada por Lima e Silva consistia em:
A) Dividir as forças em duas colunas frontais concentradas estritamente na capital São Luís e na vila de Icatu.
B) Mobilizar uma esquadra naval de canhoneiras para bloquear os portos do Piauí e do Ceará, impedindo a fuga de Raimundo Gomes.
C) Subdividir a tropa em três colunas operacionais móveis em zonas distintas (Caxias/Pastos Bons, Vargem Grande/Brejo e Icatu), combinando ações de força e medidas político-diplomáticas.
D) Executar o enforcamento imediato de todos os 2.500 rebeldes que aceitaram os termos iniciais de rendição em Tocanguira.
E) Abandonar temporariamente o interior da província para concentrar o exército regular no cerco de 46 dias à cidade de Caxias.
Segundo FARIA, em Introdução à História Militar Brasileira, o Coronel Luís Alves de Lima e Silva reorganizou as forças legais na "Divisão Pacificadora do Norte, estruturada em três colunas". A 1ª coluna atuou em Caxias e Pastos Bons; a 2ª coluna em Vargem Grande e Brejo; e a 3ª coluna varreu a zona de Icatu. Além das operações militares baseadas frequentemente no desbordamento, ele agiu diplomaticamente oferecendo anistia e garantias aos rebeldes arrependidos.
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