Nas lutas pela emancipação política na Bahia, a resistência nacionalista estruturou-se a partir do Recôncavo Baiano, contando com a adesão de diversos segmentos sociais e a formação de corpos de voluntários. Dentre as figuras que se destacaram nesse cenário, DURLAND enfatiza a trajetória de Maria Quitéria de Jesus, que se notabilizou por:
a) Fundar a junta interina de defesa na Vila de Cachoeira para coordenar as guerrilhas.
b) Comandar o Batalhão dos Henriques, composto majoritariamente por negros libertos.
c) Assumir o comando geral das forças nacionalistas acampadas na região estratégica de Pirajá.
d) Disfarçar-se de homem para assentar praça, vindo a combater no Batalhão dos Periquitos e a impedir um desembarque inimigo.
e) Financiar com recursos próprios um empréstimo de 400 contos de réis para a compra de armamento obsoleto.
Segundo FARIA, em Introdução à História Militar Brasileira, Maria Quitéria de Jesus "abandonou sua casa, vestida de homem, e assentou praça num regimento, sendo depois transferida para o Batalhão dos Periquitos". FARIA também relata que, no final de 1822, ela liderou um grupo de mulheres que impediu um desembarque adversário na foz do rio Paraguaçu.
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