Após a consolidação da independência na Bahia, as forças navais lideradas por Lord Cochrane e, posteriormente, por seu subordinado John Pascoe Grenfell, estenderam a campanha de pacificação e adesão ao Império para o Norte do Brasil (Maranhão e Pará). De acordo com FARIA, a estratégia inicial utilizada por ambos os comandantes para subjugar as capitais São Luís e Belém baseou-se em:
A) Longos cercos terrestres combinados com o bloqueio total da entrada de suprimentos e alimentos pelos portos.
B) Uso de blefes e ameaças de destruição das cidades por meio de bombardeios navais para forçar a capitulação das autoridades locais.
C) Negociações diplomáticas pacíficas intermediadas por líderes religiosos locais, como o Cônego Batista de Campos.
D) Alianças militares imediatas com as lideranças das rebeliões populares que já controlavam o interior das províncias.
E) Envio de tropas de infantaria do Rio de Janeiro para combater diretamente os brigues de guerra lusitanos ancorados nos portos.
Segundo FARIA, em Introdução à História Militar Brasileira, Lord Cochrane libertou São Luís "ameaçando de destruição a cidade com disparos elevados". Logo em seguida, aponta que Grenfell dominou a situação em Belém "mediante o mesmo ardil que Cochrane usara diante de São Luís", ou seja, utilizando a ameaça de bombardeio naval (o ardil/estratégia de intimidação) para assumir o controle sem a necessidade de um confronto aberto inicial.
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