“O quadro político é evidentemente alterado com a nova
ordem: quem fazia oposição ao governo se divide em
dois grandes grupos — o dos moderados, que estão no
poder; os exaltados, que sustentam teses radicais, entre
elas a do federalismo, com concessões maiores às
Províncias. Outros, deputados, senadores, Conselheiros
de Estado, jornalistas…, permanecem numa atitude de
reserva, de expectativa crítica. Deles, aos poucos
surgem os restauradores ou caramurus…”
(Francisco
Iglésias, Brasil Sociedade Democrática.)
O texto refere-se à nova ordem decorrente
a) da elaboração da Constituição de 1824.
b) do golpe da maioridade.
c) da renúncia de Feijó.
d) da abdicação de D. Pedro I.
e) das revoluções liberais de 1842.
Com a abdicação de D. Pedro I em 07/04/1831, o quadro
político que se segue — Crise Regencial, 1831-40 — é
marcado pela formação das correntes políticas (moderada, exaltada e restauradora), que darão origem aos dois
partidos do II Reinado, a saber, o Conservador e o
Liberal.
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