“[...] poderíamos dizer que o Estado getulista
promoveu o capitalismo nacional, tendo dois suportes:
no aparelho de Estado, as Forças Armadas; na
sociedade, uma aliança entre a burguesia industrial e
setores da classe trabalhadora urbana.”
(FAUSTO, Boris. História do Brasil. São Paulo: Edusp, 2013)
Em relação ao governo de Getúlio Vargas, podemos
AFIRMAR que
a) principalmente no período do Estado Novo, se
alinhava ao modelo autoritário e centralizador que
entendia como pressuposto para o crescimento da
nação e capacidade de governar, o controle das Forças
Armadas, o corporativismo e a aproximação da Igreja
Católica.
b) logo após a tomada do poder em 1930, Vargas contou
com apoio total das Forças Armadas, sobretudo da
Marinha; e das elites paulistas que, em 1932, lhe
garantiam apoio econômico necessário para a
implementação de seu modelo político.
c) se apropriava de ideias marxistas, a fim de promover
plenamente o capitalismo para, superando este modelo,
poder implantar o comunismo no Brasil, o que se daria
pela aliança entre as classes.
d) foi marcado, no Estado Novo, pelo crescimento e
divulgação de uma propaganda a favor do governo,
liderada pelo DIP – Departamento de Imprensa e
Propaganda – que, dentre outras coisas, estimulava a
livre produção das artes.
O Estado Novo (1937-45) implantado por Getúlio
Vargas inspirou-se – ao menos parcialmente – no
modelo fascista italiano; daí a influência do
corporativismo mussoliniano, que estabelecia o controle
do Estado sobre as classes trabalhadoras e também
sobre o patronato. Quanto à aproximação com a Igreja
Católica, tratava-se de um recurso utilizado por Vargas
para conseguir a aceitação dos segmentos mais
conservadores da sociedade brasileira. Finalmente, é
preciso reconhecer que o apoio das Forças Armadas ao
regime varguista constituía um elemento fulcral para a
sustentação do estadonovismo.
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