Leia o texto.
O dia 24 de outubro de 1929 marca o início do que
muitos historiadores consideram a pior crise eco -
nômica da história do capitalismo. Nesse dia, a bolsa
de valores de Nova Iorque sofreu a maior baixa de
sua história e, devido à centralidade dos Estados
Unidos na economia mundial, a crise se espalhou
para diversos países.
Entre os fatores causadores da crise destacam-se
a) a ascensão de regimes nazifascistas, com forte apelo
nacionalista, na Itália e na Alemanha, e a aceleração
do crescimento econômico do chamado BRICS
(Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul).
b) o descompasso entre a produção e o consumo no
mercado dos EUA, e a diminuição das exportações
desse país para a Europa, o que gerou aumento dos
estoques de produtos agrícolas e industrializados e a
queda brusca do valor das ações das empresas no
mercado financeiro.
c) o endividamento dos Estados Unidos, em
consequência da devastação que o país sofreu na
Primeira Guerra Mundial, e a falência da França e da
Inglaterra, que deixaram de cumprir seus
compromissos financeiros com a comunidade
internacional.
d) a brusca desvalorização do dólar no mercado internacional, provocada pelo aumento do preço das
commodities agrícolas dos países em desenvolvimento,
e a política de substituição de importações, adotada
pelas economias asiáticas.
e) as medidas protecionistas adotadas pela União Soviética,
favorecendo as indústrias dos países do Leste europeu, e
as barreiras alfandegárias impostas aos produtos estadunidenses por parte dos integrantes da Zona do Euro.
Explicação clássica para a Crise de 1929, que desencadeou a Grande Depressão dos anos subsequentes.
Para combater os efeitos desse fenômeno, o recém-eleito presidente Franklin Roosevelt criou, em 1933, o
New Deal, política econômica intervencionista que
veio substituir o liberalismo tradicional vigente nos
Estados Unidos. Aliás, medidas de caráter intervencionista já vinham sendo implementadas – ressalvadas
suas peculiaridades – por governantes anteriores ao
próprio Roosevelt, como Mussolini na Itália, Stálin na
União Soviética e Vargas no Brasil.
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