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sexta-feira, 16 de novembro de 2018

QUESTÃO

Dizer “maconha” é espalhar um rastro de discórdia. Há quem afirme que ela destrói o cérebro e conduz ao crime. Há quem, como o escritor Carl Sagan, a considere maravilhosa. Há os que duvidam, os que ignoram, os que pesquisam e chegam a resultados frontalmente antagônicos.
Nos primeiros meses de 2000, cientistas da Califórnia chegaram à conclusão de que maconha dá câncer e cientistas ingleses concluíram que maconha cura câncer.
Se a Cannabis sativa fosse uma família, teria dois filhos. São irmãos de sangue, com a diferença de que num deles os exames detectam níveis mais altos de THC¹ − o tetraidrocanabinol. O cânhamo, que entra na produção de 20 mil produtos importantes para a humanidade, tem um nível de THC inferior a 3%. A partir daí, entra em cena sua irmã, a maconha, que produz toneladas de bons e maus sonhos, com um teor de THC em torno de 6%. Na maioria dos países, a plantação de cânhamo e de maconha é igualmente proibida, um irmão pagando pelo outro, o cordeiro pelo lobo.
(A maconha, 2000. Adaptado.) 
¹THC: substância encontrada nas plantas do gênero Cannabis, que inclui o cânhamo e a maconha.

“Nos primeiros meses de 2000, cientistas da Califórnia chegaram à conclusão de que maconha dá câncer e cientistas ingleses concluíram que maconha cura câncer.” (2º parágrafo) No contexto em que se encontra, o trecho selecionado 

a) confirma a ideia de “resultados frontalmente antagônicos”. 
b) confirma a ideia de “destrói o cérebro”. 
c) relativiza a ideia de “família”. 
d) contrapõe-se à ideia de “conduz ao crime”.
e) contrapõe-se à ideia de “maravilhosa”.


Resposta comentada: A
Os resultados das pesquisas científicas sobre a maconha são diametralmente opostos. Considerando que o adjetivo “antagônico” qualifica forças ou dados que são contrários, é plenamente admissível seu emprego para caracterizar aqueles resultados.

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