O decreto real de abertura dos portos brasileiros às nações amigas, de 28 de janeiro de 1808, significou para Portugal, enquanto metrópole colonialista:
A) possibilidades de expansão das atividades manufatureiras na colônia, antes unicamente produtora de matérias-primas para o mercado europeu.
B) a crise do domínio colonial português sobre sua principal colônia, cujo controle político gradativamente se transferia para a Inglaterra.
C) embaraço nas relações internacionais com potências coloniais europeias, que permaneciam sustentando o pacto colonial.
D) oportunidade de expansão comercial nas relações com outras economias europeias.
E) o fim do exclusivo colonial, ponto fundamental da política mercantilista portuguesa desde o século XVI.
A resposta correta é:
E) o fim do exclusivo colonial, ponto fundamental da política mercantilista portuguesa desde o século XVI.
Explicação:
O decreto de abertura dos portos, promulgado por Dom João VI em 1808, permitiu que o Brasil passasse a comercializar diretamente com “nações amigas”, especialmente a Inglaterra, sem a intermediação obrigatória de Portugal.
Isso rompeu o chamado exclusivo colonial, que era a base do sistema mercantilista português, no qual a colônia só podia comerciar com a metrópole. Portanto, essa medida representou uma perda importante do controle econômico de Portugal sobre o Brasil.
As outras alternativas estão incorretas porque:
- (A) não houve incentivo real à manufatura na colônia nesse momento.
- (B) fala em transferência política para a Inglaterra, o que não ocorreu formalmente.
- (C) não foi o principal impacto para Portugal.
- (D) não representa o efeito central da medida.
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