As frases a seguir jogam com a polissemia intencional de algum vocábulo, tornando-as curiosas e interessantes.
Assinale a frase em que está ausente essa estratégia.
A) Tantos anos o país se descuidou do meio ambiente que, agora, se quiser salvar alguma coisa, vai ter que tratar do ambiente inteiro.
B) De uma caverna nada se tira, a não ser fotos; nada se deixa, a não ser pegadas; e nada se mata, a não ser o tempo.
C) Todo bom percussionista não bate bem.
D) Um avião é lugar perfeito para fazer dieta.
E) Eu cozinho com vinho, às vezes até mesmo acrescento comida a ele.
Analisando temos:
A) "Tantos anos o país se descuidou do meio ambiente que, agora, se quiser salvar alguma coisa, vai ter que tratar do ambiente inteiro."
- Aqui há polissemia em ambiente: pode significar tanto "natureza" quanto "contexto ou espaço em geral". Portanto, há jogo de palavras.
B) "De uma caverna nada se tira, a não ser fotos; nada se deixa, a não ser pegadas; e nada se mata, a não ser o tempo."
- Há um jogo de sentidos em tirar, deixar e matar, usados de forma literal e figurada. Polissemia presente.
C) "Todo bom percussionista não bate bem."
- Bater tem os sentidos de "tocar percussão" e "agir de forma errada" (ou "ter problemas mentais", no sentido coloquial). Polissemia presente.
D) "Um avião é lugar perfeito para fazer dieta."
- Aqui a frase é um comentário irônico: o humor vem da situação (comer pouco em avião), mas não há palavra com múltiplos sentidos explorados. Sem jogo de palavras.
E) "Eu cozinho com vinho, às vezes até mesmo acrescento comida a ele."
- Cozinhar com vinho normalmente significa usar vinho como ingrediente, mas a frase inverte a lógica, criando humor. Há exploração do sentido das palavras, então pode ser considerado um jogo de palavras.
- Conclusão: a frase D é a única sem polissemia intencional.
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