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sexta-feira, 6 de agosto de 2021

(UNESP) - QUESTÃO

Leia o poema “Ausência”, de Carlos Drummond de Andrade
Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus
                                                                        [braços,
que rio e danço e invento exclamações alegres,
porque a ausência, essa ausência assimilada,
ninguém a rouba mais de mim.

(Corpo, 2015.)

Depreende-se do poema que 

a) a ausência, uma vez incorporada, torna-se parte constitutiva do eu lírico. 
b) a ausência, convertida em falta, passa a suprir uma carência do eu lírico. 
c) a falta e a ausência, convertidas em instâncias internas, aliviam a solidão do eu lírico. 
d) a falta e a ausência, uma vez personificadas, tornam-se companheiras do eu lírico. 
e) a falta, uma vez convertida em ausência, passa a ser verbalizada pelo eu lírico.


No poema de Drummond, principalmente nos versos “porque a ausência, essa ausência assimilada, ninguém a rouba mais de mim”, indica-se que o eu lírico incorpora a ausência como parte integrante de seu ser.

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