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quarta-feira, 31 de março de 2021

(FUVEST-SP) - QUESTÃO

 A Cabanagem foi uma revolta social ocorrida no Norte do Brasil entre 1835 e 1840 e se insere em um contexto frequentemente chamado de “Período Regencial”. Trata-se de uma revolta que, junto a outras do mesmo período, indica: 

a) o impacto, no Brasil, de conflitos de fronteira com os países hispânicos recém formados na América. 
b) expansão de interesses imperialistas franceses e alemães em meio a geopolítica da 2.ª Revolução Industrial. 
c) a capacidade negociadora das elites imperiais em evitar que questões regionais desembocassem em conflitos armados. 
d) a persistência, no contexto nacional brasileiro, de disputas entre jesuítas e governantes em torno da exploração do trabalho escravo. 
e) o caráter violento e socialmente excludente do processo de formação do Estado nacional brasileiro.


Em meio ao processo de construção do Estado nacional brasileiro, a partir da independência em 1822, a questão das autonomias regionais teve grande importância – ainda mais em um país de dimensão continental como o Brasil.

A Cabanagem (1835-1840) foi uma das principais revoltas ocorridas no Período Regencial, e refletia a vontade de autonomia que províncias, como o Grão-Pará, buscavam naquele momento. Contando com forte participação popular (os cabanos), a Cabanagem foi fortemente reprimida pelas tropas legalistas da Regência, deixando um saldo de cerca de 30mil mortos, à época, 30% da população da província.

Tal episódio nos demonstra que as reivindicações e pautas das classes mais baixas (no caso do Grão-Pará, os cabanos), como fim da escravidão e defesa de um governo republicano, não poderiam compor nenhum debate público no Brasil independente, e que o processo de formação do Estado nacional brasileiro seria feito excluindo esses segmentos sociais. Mais do que isso, que aqueles movimentos que tentassem pautar essa construção de maneira diferente do que a defendida pelo poder regencial seriam contidos violentamente. 

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