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terça-feira, 10 de setembro de 2019

(MACKENZIE) - QUESTÃO

“O Exército não tem ambições e não quer poder ou postos. Age abnegadamente por altruísmo brasileiro e fundamentalmente patriótico e, nesse sentido, os chefes do movimento revolucionário querem dar o exemplo, que empresta autoridade à sua crítica aos republicanos que, até agora, ocuparam os altos postos da administração do país.”

O trecho acima faz parte do discurso dos Tenentes rebelados em 1924, em São Paulo, que estavam sob a liderança de Miguel Costa, evidenciando 

a) o enorme descontentamento do movimento tenentista com a participação na vida política nacional de seus oficiais superiores. 
b) a defesa que os Tenentes faziam da necessidade de realizar grandes reformas políticas e eleitorais que restringissem o poder dos grandes proprietários rurais. 
c) o desejo de um grupo de militares de restabelecer novamente a Monarquia, visto que a República não atendia aos anseios da maioria da população brasileira. 
d) o caráter apolítico do Exército do nosso país que, nesse momento, ansiava apenas por combater a corrupção administrativa e não efetivamente participar do poder. 
e) o anseio por parte desses jovens militares de participarem da vida política nacional, uma vez que pela Constituição de 1891, isso não era permitido.



O movimento tenentista, que abalou as estruturas da “República Velha” na década de 1920, teve início com o levante dos 18 do Forte de Copacabana em 1922, continuou com a Revolução de 1924 em São Paulo e atingiu seu ápice com a Coluna Miguel Costa Prestes em 1924-27. O tenentismo também se manifestou na Revolução de 1923-25 no Rio Grande do Sul – causada principalmente por fatores regionais – e na rebelião do encouraçado São Paulo (única revolta tenentista ocorrida na Marinha). Na Revolução de 1924, em São Paulo, o movimento foi iniciado pelo major Miguel Costa, comandante da Força Pública (atual Polícia Militar) paulista, e que depois passou a liderança da revolta ao general Isidoro Dias Lopes. No pronunciamento transcrito na questão, podem ser notadas as principais reivindicações do tenentismo, voltadas para a reforma do sistema eleitoral e o fim das práticas políticas que permitiam a perpetuação das oligarquias no poder.

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