Os anos trinta do século XX foram marcados por
disputas ideológicas, por propostas revolucionárias e
pela emergência de regimes centralizadores e
autoritários. No Brasil, a polarização ideológica
intensificou-se em 1935, opondo
a) a Ação Integralista Brasileira, partido político simpatizante do fascismo, à Ação Nacional Libertadora,
que lutava pela instalação de um governo popular
revolucionário.
b) os anarco-sindicalistas, líderes do movimento
operário em toda a Primeira República, ao Partido
Comunista do Brasil, de tendência revolucionária
bolchevista.
c) os católicos ultramontanos do Centro Dom Vital,
situado no Rio de Janeiro, aos partidários do
fascismo italiano e, sobretudo, do nazismo hitlerista.
d) a social-democracia, representada pelo Partido
Democrático de São Paulo, às tendências políticas
autoritárias do movimento tenentista.
e) os constitucionalistas paulistas, que haviam combatido na Revolução de 1932, ao Estado Novo, dominado pelo presidente Getúlio Vargas.
Durante o período constitucional do governo Vargas
(1934-37), o Brasil sofreu os reflexos da crise européia,
marcada pela crítica ao liberalismo, responsável pela
formação da AIB, de tendência fascista, e pela ANL,
grupo considerado de esquerda, sob forte influência do
Partido Comunista e com apoio popular a suas
propostas.